sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Rascunhos

Rascunhos


Em contagem decrescente, um futuro incerto. Há que construir a esperança, sem tempo de chorar ou rir.
Apenas colher a planta antes que esmoreça ao tempo.
Este céu que cobre a seara, em que o tempo tem o tempo contado e diz que o momento é oportuno, há-de chegar a hora do tempo legado e sarar feridas do pão semeado.

E as trevas que se aproximam, ofusquem-nas o sol da retribuição e as incertezas sejam certezas, o tempo é iníquo. Balança na rede do coração, toda a paz necessária, vamos viver um dia de cada vez, numa sorte que é arbitrária, sorrir nas arestas do tempo á espera que os frutos brotem e o tempo da colheita seja mais veloz que a tormenta.

Cecília Rodrigues
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